Visão | Natal 5 Estrelas

As melhores coleções
Ler uma coleção é porquê ter um grupo de amigos que acompanhamos ao longo do tempo em várias aventuras, através de histórias que nos divertem, emocionam, questionam e também ajudam a crescer. Estas quatro coleções crescem contigo! Para as primeiras leituras autónomas, O Bando das Cavernas, de Nuno Caravela, é uma série recheada de peripécias hilariantes que faz as delícias dos miúdos, enquanto pisca o olho aos adultos. Mais recente, nascida leste ano, A Família Monstro, de Bruno Matos e Raquel Carrilho, cativa pelas fantásticas ilustrações e pelo enredo repleto de magia, mistério e humor. Se tens o bichinho da ciência e gostas de resolver mistérios, O Clube dos Cientistas, de Maria Francisco Macedo, tem a receita perfeita para te ocupar. Por término, um clássico inteiro que está há vários anos no topo das preferências: o inimitável Greg Heffley, protagonista de O Diário de um Banana, a geração de sucesso mundial de Jeff Kinney (vê AQUI a mensagem que o responsável dedicou aos leitores da Visão Júnior).

Romance gráfica & vintage
A romance gráfica está na voga (as tendências são mesmo assim, vêm e vão), mas não é um género novo. Faz secção da filarmónica desenhada, que existe há mesmo muito tempo. Para quem quer iniciar-se ou familiarizar-se com o género, temos três sugestões bastante diferentes: a coleção Olívia traz aventuras repletas de ação, mistério, humor, personagens caricatas e muito reverência pela natureza; o envolvente universo do Minecraft serve de inspiração a histórias empolgantes com todos os elementos que caraterizam leste popular jogo; e um clássico da literatura infantojuvenil que continua a encantar pela pureza e inocência, Ana dos Cabelos Ruivos.

Sugerimos ainda estas edições com uma adorável estética vintage: a adaptação do clássico Heidi (uma das personagens mais famosas de sempre), o encantador universo dos Mumin, criado pela sueca Tove Jansson; e dois guias fantásticos ao imaginário de 101 Heróis e 101 Vilões.

Não-ficção narrativa
Leste nome pomposo não significa mais do que recorrer a técnicas narrativas geralmente utilizadas na ficção para transmitir informação e conhecimento. O ser humano adora histórias, por isso é muito mais fácil aprender e compreender através de uma estrutura narrativa. Foi isso que levou Ana Markl a grafar Onde Moram os Teus Macaquinhos?, uma viagem por algumas das expressões idiomáticas mais divertidas da língua portuguesa. De Philip Bunting, um premiado responsável de não-ficção para crianças, sugerimos Como Aqui Chegámos? e Quem Sou Eu?, duas obras interrogativas sobre o que significa ser humano. Em Leo e o Polvo, a autora baseou-se na sua experiência de mãe de uma moçoilo autista para grafar leste livro sobre um menino que se sente dissemelhante e faz amizade com um polvo fêmea. Para os mais pequeninos, a coleção Crescer a Ler ajuda a mourejar com várias emoções do incremento.

Ciência e invenção
Gente curiosa e com gosto por conhecimento e aprendizagem vai gostar de desenredar estes livros. Geodetetives é uma coleção que explora vários temas relacionados com a geologia, a partir de experiências originais e divertidas. Relacionado com a mesma temática, O Fabuloso Livro das Rochas tem muita informação para quem quiser partir pedra sobre o objecto! Marte! e Oceano! são dois títulos da mesma coleção que te levam, respetivamente, dos mistérios do Planeta Vermelho às profundezas dos mares. Por término, se pensas que já sabes tudo sobre reprodução, pensa melhor. Como Se Fazem os Bebés é um magnífico guia inclusivo sobre as várias formas de trazer bebés ao mundo, com textos rigorosos e muitas ilustrações detalhadas.

Viagens ilustradas
A narrativa visual sobressai nestes livros que apresentam textos de texto poético, metafórico ou filosófico. Olga Tokarczuk, vencedora do Nobel de Literatura, e a ilustradora Joanna Concejo, sua conterrânea, juntaram-se para fabricar o maravilhoso álbum A Alma Perdida, o primeiro livro que a escritora polaca dedicou ao público infantojuvenil. Sydney Smith escreveu e ilustrou Ser Pequeno na Cidade, um livro que ganhou inúmeros prémios e que alguns críticos comparam também a um filme. O mesmo instituidor deu vida à secção visual do belíssimo Eu Falo Como um Rio, também premiado e que o poeta Jordan Scott escreveu, em que a história de um menino gago ressoa em todos aqueles que se sentem diferentes. Da premiada ilustradora Corinna Luyken, A Árvore em Mim é um «poema pintado» que fala de raízes, de força interno e da nossa relação ao mundo oriundo. Num tom mais relaxado e jocoso, Podia Ser Pior desafia-nos a ver o lado positivo de todas as situações.

Emoções e sentimentos
Ai, que seca falar de emoções. Pois, só que faz mesmo muito falta. E devemos aprender a fazê-lo desde pequeninos. Crescer Feliz e É Tão Fácil Ser… são duas coleções que ajudam a dar os primeiros passos na proeza da autodescoberta e do fortalecimento da crédito e da autoestima. Quando os medos e as dúvidas atacam, e os pensamentos negativos andam a rondar, há leituras que podem dar uma ajuda preciosa, porquê E Se? Os Monstrinhos da Dúvida e Não Faz Mal Sentires-te Mal. Se o objecto for bullying, experimenta ler Como Ser um Leão, e partilhá-lo com os teus amigos, colegas e familiares. É que esta história merece mesmo ser conhecida, e pode ajudar-nos a todos, crianças e adultos, a ter a coragem de ser quem somos.

Arte, desporto e animais
Um leque variado de excelentes sugestões para aprender factos e curiosidades interessantes, ótimos para deixar tombar distraidamente numa conversa e impressionar toda a gente. Com estes dois títulos, o mundo da arte vai deixar de ter segredos para ti e ficarás a saber as obras mais famosas da História: (*5*) e O Que Escondem as Obras de Arte?.Os apaixonados pela música vãoentusiasmar-se com A Orquestra. Mas se a tua vaga é mais desportiva, portanto o guia Sportopédia é uma espécie de curso intenso que te vai tornar um profissional em todas as modalidades. Para fãs do mundo bicho, recomendamos A Vida Selvagem na Cidade, que dá a saber os animais que vivem lado a lado com os humanos nas grandes metrópoles do mundo. E ainda dois livros recheados de informações incríveis e ilustrações assombrosas: Os Animais Mais Extravagantes da Terra e Os Animais Extintos Mais Incríveis. Com leste último descobre ainda porquê proteger os animais que hoje estão em vias de extinção.

Pluralidade, inclusão, paridade
Os livros também podem servir de pretexto para falar de coisas muito sérias, porquê as grandes questões sociais e políticas, e os princípios, valores e atitudes pelos quais regemos o nosso modo de viver e atuar em sociedade. Através de uma história muito simples, mas de enorme alcance, O Grande Guarda-Chuva é um apelo ao protecção e à integração de todos, em peculiar dos que mais precisam. As questões da aprovação das diferenças, do reverência e da tolerância são brilhantemente abordadas em O Jaime no Casamento, de Jessica Love, que cá dá perenidade à personagem criada em O Jaime é uma Sereia; e de uma forma mais simples, mas também inspiradora, em O Pato Que Não Gostava de Agua. A relação com os vizinhos e com a comunidade em que estamos inseridos, e aquilo que valorizamos no envolvente que nos rodeia está no núcleo de dois álbuns premiados: Os Vizinhos, da escritora israelita Einat Tsarfati, repleto de detalhes espantosos; e O Elefante da Dona Bibi, do responsável iraniano Reza Dalvand, uma história enternecedora sobre o estabilidade entre o material e o místico.

Clássicos e modernos
Um bom romance oferece tanto prazer agora porquê na fundura em que foi publicado, tenha sido há 50 anos, há mais de um século ou em épocas ainda mais recuadas. Cá tens três exemplos:  As Meninas Exemplares (1858), da Condessa de Ségur, um livro encantador, lido por várias gerações; A Viúva e o Papagaio (1923), uma das raras histórias que a grande escritora Virginia Woolf dedicou aos mais jovens; e Coração de Vidro (1964), de José Mauro de Vasconcelos, responsável do famoso O Meu Pé de Laranja Lima.
Voltando à nossa estação, e porque cada constelação é composta por estrelas muito antigas ou acabadinhas de nascer, recomendamos dois romances do redactor Jason Reynolds, legado norte-americano para a literatura infantojuvenil. Patina é o segundo volume de uma série dedicada ao desporto, em que cada história é protagonizada por um membro da mesma equipa. Olha Para os Dois Lados interliga dez histórias de jovens que seguem o caminho para moradia, num quotidiano marcado por vários desafios, porquê o bullying, a violência ou a discriminação racial e de género.

Um Natal feliz, com leituras brilhantes!

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